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31/05/2019 às 08:55:07
Índice de fumantes adultos na Capital é o menor dos últimos 10 anos

O vício na nicotina, no entanto, ainda é sinal de alerta e preocupa especialistas do Poder Público devido à incidência de graves doenças como câncer de pulmão e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
créditos: Diario do Nordeste

Apesar de não se conhecerem, Francisco Modesto Sobrinho e Anna Paola Rocha dividem o pesado fardo de serem ex-fumantes. Ambos começaram experimentaram o cigarro aos 13 anos e só foram parar mais de 40 anos depois, forçados diante da realidade de uma saúde fragilizada por cada trago que deram durante esse período de suas vidas. Hoje, com 65 e 55 anos, respectivamente, celebram as vitórias conseguidas graças ao Programa de Controle de Tabagismo do Hospital de Messejana (HM). Ambos fazem parte de uma estatística que diminuiu o índice de fumantes adultos em Fortaleza.

De acordo com a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2017, a parcela de pessoas que fumam na Capital é de 5,6% da população. Este indicativo é o menor dos últimos 10 anos, mas ainda é fator de preocupação para o Poder Público e especialistas. No Hospital de Messejana, 3 mil pessoas já foram contempladas desde o início do programa, há 18 anos. Só nos últimos dois anos, 442 resolveram parar de fumar e deram entrada no HM. Anna Paola é uma delas.


Ela recebeu seu certificado de um ano sem fumar na última segunda-feira (27), durante evento realizado na unidade hospitalar para alertar sobre os prejuízos do fumo para a saúde. "Minha companheira teve um infarto. Ela também fumava muito e, como eu já estava querendo parar há um tempo, tive essa iniciativa. Já estava sentindo fisicamente os efeitos do cigarro. Não conseguia andar por muito tempo e perdia a respiração muito fácil. Eu já tinha passado do prazo de validade para deixar de fumar", relata a empresaria.

Depois de cinco meses no Programa de Controle de Tabagismo, ela já se sente uma nova pessoa e pensa menos vezes no cigarro. "No começo é bem difícil, não vou mentir. Mas, ao longo do tempo, você vai se distraindo e pensando menos. Hoje, me sinto mais integrada na sociedade. Antes eu não passava muito tempo em um ambiente fechado, sempre tinha de sair para fumar e voltava com o cheiro forte", desabafa Anna Paola.



COLUNISTA
Jardel Viana
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