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29/05/2019 às 08:05:18
Ceará tem mais de 300 lixões ativos e requer investimentos no setor

Com mais de 300 lixões ainda em operação, o Ceará está entre os estados que mais precisam de investimentos para construção de aterros sanitários no País.
créditos: Diario do Nordeste
 O problema, no entanto, está concentrado principalmente em regiões do Interior do Estado.

"O Ceará está numa posição intermediária, se comparado a outros estados brasileiros, mas ainda é uma situação extremamente delicada", diz Fernando Franco, presidente da Associação Brasileira de Agências de Regulação (Abar) e presidente do Conselho Diretor da Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce), que participou, na manhã de ontem, da abertura do 6º Seminário Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Franco ressalta que a situação na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e no Litoral Norte vem melhorando nos últimos anos, por meio da realização de consórcios para operação de aterros, frutos de Parcerias Público-Privadas (PPPs). Entretanto, as regiões com baixa densidade populacional ainda não são atrativas para receber investimentos privados. "Precisamos que haja um engajamento por parte dos prefeitos e, principalmente, por parte da população sobre os gestores, porque a titularidade do saneamento é dos municípios", diz.

Entre os problemas causados pelos lixões, Franco destaca a contaminação do lençol freático, de rios e de açudes. "Na maioria dos municípios cearenses, o lixo ainda é acondicionado em lixões, o que causa um passivo ambiental de impacto danoso ao Estado e isso é muito preocupante", ele diz. "No Brasil inteiro, a questão dos resíduos sólidos ainda traz números preocupantes, o que demonstra que é preciso buscar soluções para reduzir esses números de forma urgente".

Segundo Franco, a estimativa é que para cada R$ 1 investido em saneamento básico, o Estado economiza R$ 6 no setor da Saúde.

Investimentos

Segundo o secretário nacional de Saneamento Ambiental do Ministério do Desenvolvimento Regional, Jônathas de Castro, o Governo Federal prevê, para os próximos 15 anos, investimentos da ordem de R$ 30 bilhões em todo o País, por meio de parcerias com municípios e iniciativa privada. "Esses são investimentos voltados para todo o ciclo de resíduos sólidos, da coleta à destinação final", disse o secretário, que participou da abertura do seminário. O plano de investimentos tem como base o Plano Nacional de Resíduos Sólidos.


COLUNISTA
Jardel Viana
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